Use os exemplos como laboratório: leia o código, preveja o resultado e teste no ambiente de prática. Para guardar uma ideia, selecione qualquer trecho.
CAPÍTULO 05 DE 48
Decisões com if, else e switch
Neste capítulo, você transforma condição booleana em uma decisão de programação que pode ser explicada, testada e revisada. Você sairá com uma implementação pequena, evidências de teste e um critério reutilizável nos projetos seguintes.
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As seis questões têm correção comentada. Laboratório e projeto são práticas livres, sem execução automática de código.
Prepare-se — O que você vai construir
- Explicar condição booleana sem depender de uma receita decorada.
- Relacionar ramificação exclusiva ao contrato e ao fluxo observável.
- Aplicar caso padrão em um caso real e em um limite.
Se precisar de apoio, consulte a capítulo anterior e volte a estas tarefas. Não há obrigação de seguir um prazo.
Entenda — Modelo mental e estrutura
1. Comece pelo modelo mental
Estruturas condicionais selecionam caminhos. Condições bem nomeadas
evitam pirâmides de if; um caso padrão torna entradas
inesperadas visíveis em vez de deixá-las cair silenciosamente. Em
condição booleana, a sintaxe é apenas a superfície
de um contrato. Relacione essa ideia a
ramificação exclusiva e
caso padrão antes de editar o exemplo. Em software
real, uma linha pode compilar e ainda representar uma suposição
incorreta sobre dados, tempo, ambiente ou responsabilidade. Por
isso, descreva a entrada, a transformação e o resultado observável
com palavras simples.
Descreva primeiro o contrato de condição booleana e como ele se relaciona com ramificação exclusiva. Implemente a menor versão que revele o mecanismo e mantenha o caminho principal fácil de seguir. Se a solução depende de estado implícito, conversão silenciosa ou ordem acidental, registre essa dependência e procure torná-la explícita. O objetivo não é memorizar uma receita: é reconhecer quando o conceito se aplica, escolher uma abstração proporcional e conseguir explicar o custo dessa escolha.
2. Leia o código como uma sequência de decisões
function classificar(total) {
if (total >= 100) return 'prioridade';
if (total > 0) return 'normal';
return 'vazio';
}
Leia o exemplo de fora para dentro. Primeiro localize os dados e o contrato público; depois acompanhe as transformações; por fim, identifique efeitos, falhas e saídas. O trecho deixa condição booleana visível no código e permite evoluir caso padrão sem esconder o fluxo principal. Digite o trecho em vez de apenas copiá-lo. Troque nomes e valores, faça uma hipótese e execute novamente. Essa comparação mostra o que pertence à regra da linguagem ou do framework e o que existe apenas por causa do exemplo.
Observe também o que o código não garante. JavaScript modela dados e comportamento; o DOM representa a interface; rede e armazenamento são fronteiras que podem falhar. Um tipo estático não valida automaticamente uma resposta externa; um componente não substitui semântica; uma abstração não corrige um contrato mal definido. Comentários úteis registram intenção, limite ou motivo. Comentários que repetem a sintaxe não compensam nomes vagos ou responsabilidades misturadas.
3. Converta observação em critério verificável
Uma solução forte torna condição booleana legível, verifica ramificação exclusiva com evidência e registra os limites de caso padrão. Um bom critério descreve contexto, ação e resultado. Em vez de “funcionou”, registre qual entrada foi usada, qual saída era esperada e como uma falha deveria aparecer. Inspecione valores, mensagens e transições no console, navegador e testes automatizados. Quando houver interface, percorra também com teclado, zoom e tecnologia assistiva; quando houver servidor ou compilação, confira logs, tipos e limites de confiança.
A armadilha central é: aninhamento profundo, condições que misturam validação e efeito ou switch sem break e sem caso padrão deliberado.. Corrija a causa antes de empilhar exceções. Reduza o caso, reproduza o problema, altere uma variável por vez e repita o teste. Ao terminar, você deve conseguir dizer por que a solução funciona, quais suposições preserva, onde pode falhar e que evidência outra pessoa pode usar para revisar a entrega.
Analise — Código em contexto
Uma revisão começa pela intenção. Para “Decisões com if, else e switch”, o requisito é: a solução deve demonstrar condição booleana, preservar ramificação exclusiva e reagir de forma previsível quando caso padrão variar. Analise a variação abaixo e preveja o resultado antes de executá-la.
const estado = 'enviado';
switch (estado) {
case 'enviado': console.log('Em trânsito'); break;
default: console.log('Estado desconhecido');
}
A variação isola ramificação exclusiva. Acompanhe dados, controle e efeitos antes de decidir se o resultado respeita o contrato. Faça quatro passagens. Na primeira, identifique entradas e saídas. Na segunda, siga o fluxo de controle e as transformações. Na terceira, procure valores ausentes, concorrência, mutação e dependências do ambiente. Na quarta, avalie a experiência de erro e a capacidade de testar o trecho isoladamente.
Compare a variação com o exemplo principal. Escolha uma mudança e formule uma hipótese completa: “se eu alterar isto, espero aquilo, porque…”. Execute, observe e registre. A resposta importante não é apenas qual trecho passa no caso feliz, mas qual comunica melhor o contrato, reduz acoplamento e permanece compreensível para quem precisar manter, depurar ou integrar o módulo depois.
Construa — Teste cada decisão no ambiente
Crie um laboratório pequeno e executável em console, navegador e testes automatizados. Reproduza o exemplo, explique cada etapa e crie uma segunda versão que aplique caso padrão sem perder condição booleana. Primeiro implemente o caminho principal sem abstrações prematuras. Depois use o depurador, o verificador de tipos, os testes ou as ferramentas de inspeção adequadas para confirmar o fluxo. Por último, force três situações adversas: entrada vazia, volume maior que o esperado e falha controlada em console, navegador e testes automatizados.
Não corrija todos os sintomas de uma vez. Para cada falha, anote hipótese, evidência e menor mudança. Rode novamente os cenários já aprovados para detectar regressões. Quando houver mais de uma solução possível, escolha pela clareza do contrato, pela facilidade de teste e pelo custo de mudança. Uma captura ou um log ajuda a documentar, mas código, critérios e testes reproduzíveis continuam sendo a fonte principal da entrega.
Pratique — Seis decisões de implementação
Resolva primeiro pelo raciocínio. Consultar o capítulo e testar hipóteses no navegador faz parte do processo; depois, releia as justificativas.
Confira — Gabarito comentado
Abrir gabarito e explicações completas
E1 — B. A implementação começa pelo contrato observável. Descreva primeiro o contrato de condição booleana e como ele se relaciona com ramificação exclusiva. Assim, a sintaxe passa a servir a uma decisão que pode ser revisada.
E2 — A. A evidência precisa exercitar o mecanismo estudado. Executar o caminho principal e os limites de ramificação exclusiva, observando o resultado de caso padrão. O caso feliz isolado não revela limites nem recuperação.
E3 — C. A armadilha é aninhamento profundo, condições que misturam validação e efeito ou switch sem break e sem caso padrão deliberado. Ela oculta o mecanismo e amplia o risco de regressão quando dados ou requisitos mudam.
E4 — B. A alternativa correta inclui pessoas e integrações no contrato: Manter nomes, estados, foco e mensagens compreensíveis quando condição booleana chegar à interface. Estados e limites precisam permanecer compreensíveis.
E5 — A. A sequência baseada em evidência relaciona causa e efeito. Mudanças amplas escondem o mecanismo e dificultam perceber regressões.
E6 — C. Pronto para revisão significa atender critérios observáveis. O contrato de condição booleana está explícito, ramificação exclusiva foi exercitado e a falha de caso padrão produz um estado compreensível. Outra pessoa ainda pode encontrar melhorias, mas consegue reproduzir a evidência.
Projete — Implemente, compare e refine
Entrega incremental: um classificador de pedidos com guard clauses, casos de fronteira e mensagens para estados desconhecidos. Comece descrevendo, em até cinco linhas, quem usa o recurso e qual tarefa precisa concluir. Separe domínio, entrada e apresentação conforme a escala do problema. Inclua um caso real, um limite e uma falha recuperável. Ao final, escreva uma nota técnica explicando onde aplicou condição booleana, como verificou ramificação exclusiva e qual limite encontrou em caso padrão.
Consultar um modelo possível
function classificar(total) {
if (total >= 100) return 'prioridade';
if (total > 0) return 'normal';
return 'vazio';
}
O modelo ilustra uma possibilidade. Use os critérios para revisar suas próprias ideias, não para copiar as mesmas frases.
Critérios para revisar
- O contrato de condição booleana está explícito, ramificação exclusiva foi exercitado e a falha de caso padrão produz um estado compreensível.
- Manter nomes, estados, foco e mensagens compreensíveis quando condição booleana chegar à interface.
- O código evidencia condição booleana e ramificação exclusiva sem estado acidental.
- A nota técnica registra o teste de entrada vazia, volume maior que o esperado e falha controlada em console, navegador e testes automatizados.
Até 12.000 caracteres em cada versão. Produção livre, sem correção automática.
Retome — Organize sua revisão
- Explique com suas palavras a relação entre condição booleana e ramificação exclusiva.
- Reabra o laboratório sem consultar o texto e reconstrua a decisão ligada a caso padrão.
- Aplique o teste “Executar o caminho principal e os limites de ramificação exclusiva, observando o resultado de caso padrão.” ao projeto acumulado e registre uma melhoria.
Feche a explicação, tente lembrar um exemplo e depois confira. Retome uma dificuldade no próximo encontro e alguns dias depois; ajuste o intervalo ao que ainda precisa praticar.
Use exemplos concretos na autoavaliação: “consigo explicar com consulta” ou “quero praticar novamente”. Marcar como lida não representa uma certificação.
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